Diretiva Máquinas 2006/42/CE fabricantes caldeiras industriais

Diretiva Máquinas 2006/42/CE para fabricantes de caldeiras e equipamentos térmicos | BOIXAC Guia técnico › Regulamentação industrial Diretiva Máquinas 2006/42/CE: guia técnico para fabricantes de caldeiras e equipamentos térmicos industriais Análise dos requisitos essenciais de saúde e segurança, da avaliação de conformidade e da marcação CE para fabricantes OEM que integram componentes térmicos —economizadores, recuperadores, permutadores— em caldeiras e conjuntos de máquinas industriais. BOIXAC Tech SLAtualizado: 2026Leitura: ~8 min Nota sobre o âmbito deste guia Esta página tem finalidade exclusivamente informativa e divulgativa. Não constitui aconselhamento jurídico nem de engenharia. A interpretação e aplicação da Diretiva 2006/42/CE pode variar consoante o produto específico, o país de comercialização e as circunstâncias concretas de cada fabricante. A BOIXAC Tech SL não exerce atividades de consultoria regulatória e não assume qualquer responsabilidade decorrente da utilização desta informação. Para qualquer decisão de conformidade, consulte um organismo notificado acreditado ou um consultor jurídico especializado em direito de produto. Para os fabricantes OEM de caldeiras, geradores de vapor e equipamentos térmicos industriais, a Diretiva Máquinas 2006/42/CE é o quadro legal que determina as condições para a colocação no mercado europeu. A integração de componentes de terceiros —economizadores, permutadores de calor, recuperadores— num conjunto de máquinas condiciona a avaliação de riscos, a documentação técnica e a responsabilidade do fabricante integrador. 1. Âmbito de aplicação: quando se aplica a Diretiva Máquinas A Diretiva 2006/42/CE aplica-se a máquinas, entendidas como um conjunto de peças ou componentes ligados entre si, dos quais pelo menos um é móvel, e que dispõe de um sistema de acionamento. As caldeiras industriais com queimadores, sistemas de controlo automático e componentes auxiliares acionados elétrica ou pneumaticamente enquadram-se claramente no âmbito de aplicação da diretiva. 🔥Caldeiras industriais com queimadorConjuntos com sistema de ignição automático, controlos de segurança e componentes auxiliares acionados. ⚙️Geradores de vapor industriaisEquipamentos com sistemas de regulação automática de pressão, nível e temperatura. 🏭Conjuntos de máquinas térmicasInstalações em que várias máquinas se combinam para realizar uma função conjunta. ⛔Componentes passivos sem peças móveisPermutadores, economizadores e recuperadores sem acionamento próprio ficam geralmente fora do âmbito direto. Interseção com a Diretiva PED 2014/68/UE Quando uma caldeira integra componentes sob pressão, duas diretivas aplicam-se simultaneamente: a 2006/42/CE para os riscos mecânicos e operacionais do conjunto, e a PED 2014/68/UE para os riscos específicos da pressão. O fabricante integrador é responsável por gerir ambos os quadros de conformidade. 2. Requisitos Essenciais de Saúde e Segurança (RESS) Princípios gerais de segurança (§1.1): As máquinas devem ser concebidas de modo a não colocar em perigo as pessoas quando utilizadas nas condições previstas. A segurança por conceção tem prioridade sobre os dispositivos de proteção. Materiais e produtos (§1.3.2): Os materiais devem ser adequados para os fluidos de trabalho, temperaturas e pressões previstas. O fabricante integrador deve verificar que os materiais do componente externo cumprem os requisitos do fluido de trabalho da caldeira. Temperatura de superfície (§1.5.5): As superfícies quentes acessíveis suscetíveis de provocar queimaduras devem ser isoladas ou protegidas. Especialmente relevante para economizadores de alta temperatura. Pressão e temperatura de conceção (§1.5.7): As máquinas devem suportar as cargas previstas com margem de segurança adequada, incluindo as pressões máximas de operação dos circuitos hidráulicos e de vapor. Sistemas de controlo e paragem de emergência (§1.2): A caldeira deve dispor de sistemas de controlo que permitam uma paragem segura em caso de avaria, incluindo os componentes integrados. Instruções (§1.7.4): O manual deve incluir informações sobre todos os componentes integrados, incluindo as instruções de manutenção dos componentes fornecidos por terceiros. 3. Avaliação de conformidade: procedimentos aplicáveis Procedimento Organismo notificado Aplicação para caldeiras Documentação resultante Anexo VIIIAuto-avaliação Facultativo Máquinas não incluídas no Anexo IV. Caldeiras padrão quando o fabricante aplica normas harmonizadas (p.ex. EN 12952, EN 12953). Processo técnico interno + Declaração CE de Conformidade Anexo IXExame CE de tipo Obrigatório Máquinas do Anexo IV ou sem aplicação de normas harmonizadas. Caldeiras de grande potência ou configuração não padrão. Certificado de exame CE de tipo + Processo técnico + Declaração CE Anexo XGarantia total de qualidade Obrigatório Alternativa ao Anexo IX para fabricantes com sistema de qualidade aprovado por organismo notificado. Adequado para fabricantes OEM em série. Sistema de qualidade aprovado + Declaração CE Normas harmonizadas: o caminho mais seguro para a conformidade A aplicação de normas harmonizadas publicadas no JOUE confere uma presunção de conformidade com os RESS correspondentes. Para caldeiras de tubos de fumo, a norma de referência é EN 12953. Para caldeiras de tubos de água, EN 12952. Para a conceção mecânica geral, EN ISO 12100 é a referência central. 4. A responsabilidade do fabricante integrador perante componentes de terceiros Responsabilidade do fabricante integrador — ponto crítico Se um componente fornecido por terceiros não satisfaz os requisitos técnicos necessários para a sua integração segura, a responsabilidade pela não conformidade do conjunto recai sobre o fabricante integrador, não sobre o fornecedor do componente. A diligência na qualificação de fornecedores é um requisito de conformidade, não apenas uma boa prática comercial. Declaração de conformidade PED (se o componente ultrapassar os limiares do artigo 4.º da Diretiva 2014/68/UE), com indicação da categoria de risco e do módulo de avaliação aplicado. Ficha técnica com parâmetros de conceção: PS (pressão máxima admissível), TS (temperatura máxima de conceção), DN, materiais, fluido de conceção e limitações de utilização. Instruções de instalação e manutenção na língua do país de comercialização. Rastreabilidade de materiais para componentes em contacto com fluidos sob pressão ou a alta temperatura. 5. Marcação CE e Declaração de Conformidade A marcação CE não é uma marca de qualidade nem um certificado de aprovação externo: é a declaração do fabricante de que o produto cumpre todos os requisitos legais aplicáveis. A marcação CE é obrigatória para a colocação no mercado europeu (EEE). A sua ausência constitui uma infração legal. O processo técnico deve permanecer acessível às autoridades de fiscalização do mercado durante um mínimo de 10 anos após o fabrico do último exemplar. A Declaração CE de Conformidade deve acompanhar cada unidade e estar disponível na língua oficial do país de destino. 6. Novo Regulamento Máquinas 2023/1230/UE: … Ler mais

Norma água alimentação caldeira EN12953-10

A norma EN 12953-10: requisitos de qualidade da água em caldeiras pirotubulares industriais | BOIXAC Blog técnico › Normalização e operação A norma EN 12953-10: requisitos de qualidade da água em caldeiras pirotubulares industriais Análise técnica dos parâmetros que a norma define para a água de alimentação e a água de caldeira, e a sua relevância para a integridade e a segurança dos sistemas de geração de vapor. BOIXAC Tech SL Atualizado: 2026 Leitura: ~10 min Nota sobre o âmbito deste artigo Este texto tem carácter exclusivamente informativo e divulgativo. Não constitui assessoria técnica, de engenharia nem de tratamento de águas, e não pode em caso algum substituir a análise específica realizada por um especialista qualificado sobre uma instalação concreta. Os valores e parâmetros mencionados provêm da norma EN 12953-10 e da literatura técnica especializada; devem ser sempre interpretados no contexto da norma original em vigor, das instruções do fabricante da caldeira e das prescrições do organismo de inspeção habilitado. A BOIXAC não assume qualquer responsabilidade por decisões tomadas com base no conteúdo deste artigo. A qualidade da água é, a par das condições de conceção e de fabrico, o fator que maior influência exerce sobre a integridade a longo prazo de uma caldeira pirotubular. A norma europeia EN 12953-10 estabelece os requisitos mínimos de qualidade da água de alimentação e da água de caldeira para este tipo de equipamentos, com o objetivo fundamental de minimizar o risco para o pessoal e para as instalações circundantes. Para os técnicos de processo, responsáveis de manutenção e gestores de instalações que operam sistemas de geração de vapor, compreender o quadro que esta norma define — quais os parâmetros que controla, por que razões e com que critérios — é um elemento essencial da gestão técnica da instalação. 1. Quadro normativo e âmbito de aplicação A norma EN 12953-10:2003 faz parte da série EN 12953, que regula no seu conjunto a conceção, o fabrico, a documentação e a operação das caldeiras pirotubulares (também designadas caldeiras de fumos, firetube boilers ou shell boilers). A parte 10 ocupa-se especificamente dos requisitos de qualidade da água de alimentação (feedwater) e da água de caldeira (boiler water). O seu âmbito de aplicação abrange todas as caldeiras pirotubulares aquecidas por combustão de um ou vários combustíveis ou por gases quentes, destinadas à geração de vapor e/ou água quente. A norma aplica-se aos componentes compreendidos entre a entrada da água de alimentação e a saída do vapor do gerador. A qualidade do vapor produzido está expressamente excluída do âmbito da norma; quando existem requisitos específicos para o vapor, são necessários documentos normativos adicionais. Relação com o regime de operação espanhol O Real Decreto 2060/2008, de 12 de dezembro, que aprova o Regulamento de Equipamentos sob Pressão, estabelece que o utilizador de caldeiras de vapor ou de água quente está obrigado a manter a água dentro das especificações das normas UNE-EN 12953-10 (caldeiras pirotubulares) ou UNE-EN 12952-12 (caldeiras aquotubulares). Trata-se, portanto, de uma obrigação legal do operador da instalação. 2. Objetivo técnico da norma: os mecanismos de dano a prevenir Incrustações e depósitos A precipitação de sais de cálcio, magnésio e silicatos sobre as superfícies de transferência de calor gera camadas de baixa condutividade térmica. Um depósito de apenas 1 mm pode aumentar o consumo de combustível em cerca de 5–8 % e elevar localmente a temperatura da parede metálica a valores que comprometem a sua integridade. Corrosão O oxigénio dissolvido e o dióxido de carbono livre são os principais agentes corrosivos. A corrosão por oxigénio gera picadas localizadas (pitting) que podem progredir até perfurar a parede do tubo. Um pH inadequado favorece diversas formas de ataque químico sobre o aço ao carbono. Espumação e arrastamentos A presença de sólidos dissolvidos totais (TDS) em concentração elevada, ou de determinadas substâncias orgânicas, pode provocar formação de espuma na superfície do nível de água. Este fenómeno implica o arrastamento de gotas de água de caldeira com o vapor (priming), contaminando o vapor com sais. Lamas e obstruções As impurezas em suspensão e os precipitados não eliminados por purga podem acumular-se formando lamas nas zonas de baixa velocidade da água, dificultando a circulação e a transferência de calor, e favorecendo a corrosão sob o depósito. 3. Distinção fundamental: água de alimentação e água de caldeira A norma distingue com precisão dois tipos de água com requisitos diferentes e controlados de forma independente. A água de alimentação (feedwater) é a água que entra na caldeira para repor o volume evaporado. É habitualmente uma mistura composta pelo condensado recuperado e pela água de reposição (make-up water), submetida aos pré-tratamentos externos necessários. A água de caldeira (boiler water) é a água que se encontra no interior do corpo da caldeira durante a operação. Sendo a água de alimentação uma fonte contínua de impurezas, a água de caldeira sofre uma concentração progressiva dessas substâncias. Os seus parâmetros admissíveis são geridos através das purgas do sistema. 4. Parâmetros de qualidade: descrição técnica pHa 25 °C Determina o carácter ácido ou alcalino da água. Um pH moderadamente alcalino na água de alimentação inibe a corrosão por oxigénio; na água de caldeira, a alcalinidade é necessária para manter a passivação do aço. Dureza totalCa + Mg, mmol/l Exprime a concentração de iões cálcio e magnésio, principais formadores de incrustações calcárias. A norma exige níveis extremamente baixos na água de alimentação, que na prática requerem tratamento de amaciamento ou desmineralização. Oxigénio dissolvidoO₂, mg/l Agente corrosivo primário. Deve ser eliminado combinando desgaseificação térmica com dosagem de sequestrantes de oxigénio. A norma distingue os limites em função da pressão de projeto da caldeira. Condutividade diretaµS/cm a 25 °C Indicador indireto da concentração total de sais dissolvidos (TDS). A norma classifica o regime de operação em função de a condutividade direta da água de alimentação ser superior ou inferior a 30 µS/cm. Condutividade ácidaµS/cm, após cationizador Determinada passando a amostra por um permutador catiónico fortemente ácido. Particularmente sensível à presença de CO₂, cloretos e sulfatos, fornecendo uma medição mais fiável dos aniões agressivos. Ferro totalFe, mg/l Provém principalmente da corrosão de tubagens de … Ler mais

Recuperação de calor industrial

RECUPERAÇÃO DE CALOR INDUSTRIAL A ENERGIA MAIS VERDE E SUSTENTÁVEL Na BOIXAC tivemos a honra de ser convidados e participar do podcast Con G de Geo, que visa aproximar a engenharia do desenvolvimento pela sustentabilidade; energias renováveis, otimização energética e uso eficiente dos recursos. Você encontrará a transcrição com nossa contribuição abaixo e encorajamos você a nos ouvir através do link a seguir. “Em dezembro de 2019, foi aprovado o que conhecemos como European Green Deal, que visa alcançar a neutralidade climática até 2050. Para isso, foi feita uma escala com as diferentes ações a serem realizadas e, uma das etapas em que vai parar e vamos analisar se fizemos nosso dever, é em 2030. Além de incluir aspectos como a recuperação da biodiversidade, a melhoria do bem-estar animal ou a promoção do manejo florestal sustentável, há três aspectos que influenciam diretamente no campo da energia: – Estabelecer uma quota mínima de energias renováveis de 40%. – Melhorar a eficiência energética em 36-39%. – Reduzir as emissões de gases de efeito estufa em 55%. Todos estes aspectos são importantes para encontrar uma solução para a emergência climática mas, na BOIXAC, entendemos que se a população mundial continuar a aumentar, por exemplo, só em Espanha se espera um aumento de 2% nos próximos 15 anos, além da uso de energias renováveis, a sustentabilidade passa pela mudança de consumo e pela otimização de recursos. Neste sentido, considerando que a indústria espanhola consome cerca de 31% do total de energia, a sua modernização e otimização é uma das chaves do nosso futuro. Quando percorremos a rodovia, vemos fábricas que precisam de energia para seus processos, seja por exemplo para aquecer águas residuais e assim facilitar a digestão biológica de lodo, secaderos de cimento para sua correta conservação, aumento de CO2 em caldeiras para aumentar a taxa de fotossíntese, alimentos como chocolate para modelagem, etc. Todos os processos que precisam aquecer ou resfriar requerem energia, e a energia mantém um equilíbrio. Na verdade, o calor é a transferência de energia de uma área de alta temperatura para outra área de temperatura mais baixa. Se, por exemplo, observarmos o que acontece em nossas casas quando ligamos o ar condicionado, veremos esse equilíbrio. Enquanto a unidade interna sopra ar frio, a unidade externa sopra o excesso de calor. A partir deste balanço energético, vemos que é necessária uma certa renovação do ar interior para manter a sua qualidade. Para essa renovação pegamos o ar externo e o resfriamos ou aquecemos dependendo de cada necessidade. Ao mesmo tempo que introduzimos o novo ar, devemos expelir o excesso de ar do interior para que o novo caiba e é aí que entramos com a recuperação de calor. Se dermos um salto das nossas casas para a indústria e imaginarmos, por exemplo, que o ar exterior está a 20ºC e queremos aquecê-lo para que atinja os 80ºC no interior, por exemplo, num secador onde precisamos de extrair humidade. Aqui aparentemente precisamos de equipamentos capazes de aumentar a temperatura do ar em 60ºC, de 20 a 80ºC. No entanto, existe outra opção mais inteligente, mais barata e mais sustentável. Quando retiramos este ar do exterior a 20ºC e queremos aquecê-lo para introduzi-lo numa sala, será expelido o mesmo fluxo de ar que estava no interior a 80ºC. Por meio de um sistema de recuperação de calor, fazemos com que esses dois fluxos de ar se cruzem sem se misturar através de um sistema conhecido como fluxo cruzado. Não misturamos esses fluxos para manter a qualidade do ar previamente filtrado, mas extraímos o calor do fluxo de ar de saída e o transferimos para o fluxo de ar de entrada. Com este sistema alcançamos dois objetivos; 1. O ar frio que estamos introduzindo aumentará de temperatura, para que os equipamentos que usamos para aquecê-lo, muitas vezes caldeiras, possam trabalhar mais relaxados, consumindo menos energia e, portanto, economizando e sendo mais sustentáveis. 2. O ar quente que estamos expelindo diminuirá notavelmente sua temperatura, aproximando-se da temperatura ambiente e, consequentemente, seremos ainda mais sustentáveis. A tecnologia dos recuperadores de calor pode mudar dependendo da aplicação e do fabricante, mas, como vimos, baseia-se no aperfeiçoamento dos filtros para oferecer a qualidade do ar correta e dos ventiladores para obter a circulação do ar com o menor consumo de eletricidade e os recuperadores de energia que são o coração que permitem a magia da troca de calor. Aqui você pode adicionar outros valores agregados, como controle ou isolamento. No nosso caso particular, da BOIXAC, somos especialistas em trocadores de calor industriais e, assim como é importante trabalhar para aprimorar as técnicas de ventilação e filtragem, os trocadores também avançam para oferecer soluções resistentes a ambientes corrosivos, altas pressões e temperaturas. até 950ºC, com tubos achatados para reduzir as perdas de pressão e construções compactas que atualmente atingem níveis de eficiência superiores a 80%. No campo industrial, as aplicações possuem muitas singularidades como fluidos, viscosidades, pressões, temperaturas, materiais, coeficientes de incrustação, etc. É por isso que cada projeto é estudado detalhadamente para otimizar sua construção e, assim, atingir os objetivos de eficiência energética, sustentabilidade e economia necessários para o progresso industrial.”