Norma água alimentação caldeira EN12953-10

A norma EN 12953-10: requisitos de qualidade da água em caldeiras pirotubulares industriais | BOIXAC Blog técnico › Normalização e operação A norma EN 12953-10: requisitos de qualidade da água em caldeiras pirotubulares industriais Análise técnica dos parâmetros que a norma define para a água de alimentação e a água de caldeira, e a sua relevância para a integridade e a segurança dos sistemas de geração de vapor. BOIXAC Tech SL Atualizado: 2026 Leitura: ~10 min Nota sobre o âmbito deste artigo Este texto tem carácter exclusivamente informativo e divulgativo. Não constitui assessoria técnica, de engenharia nem de tratamento de águas, e não pode em caso algum substituir a análise específica realizada por um especialista qualificado sobre uma instalação concreta. Os valores e parâmetros mencionados provêm da norma EN 12953-10 e da literatura técnica especializada; devem ser sempre interpretados no contexto da norma original em vigor, das instruções do fabricante da caldeira e das prescrições do organismo de inspeção habilitado. A BOIXAC não assume qualquer responsabilidade por decisões tomadas com base no conteúdo deste artigo. A qualidade da água é, a par das condições de conceção e de fabrico, o fator que maior influência exerce sobre a integridade a longo prazo de uma caldeira pirotubular. A norma europeia EN 12953-10 estabelece os requisitos mínimos de qualidade da água de alimentação e da água de caldeira para este tipo de equipamentos, com o objetivo fundamental de minimizar o risco para o pessoal e para as instalações circundantes. Para os técnicos de processo, responsáveis de manutenção e gestores de instalações que operam sistemas de geração de vapor, compreender o quadro que esta norma define — quais os parâmetros que controla, por que razões e com que critérios — é um elemento essencial da gestão técnica da instalação. 1. Quadro normativo e âmbito de aplicação A norma EN 12953-10:2003 faz parte da série EN 12953, que regula no seu conjunto a conceção, o fabrico, a documentação e a operação das caldeiras pirotubulares (também designadas caldeiras de fumos, firetube boilers ou shell boilers). A parte 10 ocupa-se especificamente dos requisitos de qualidade da água de alimentação (feedwater) e da água de caldeira (boiler water). O seu âmbito de aplicação abrange todas as caldeiras pirotubulares aquecidas por combustão de um ou vários combustíveis ou por gases quentes, destinadas à geração de vapor e/ou água quente. A norma aplica-se aos componentes compreendidos entre a entrada da água de alimentação e a saída do vapor do gerador. A qualidade do vapor produzido está expressamente excluída do âmbito da norma; quando existem requisitos específicos para o vapor, são necessários documentos normativos adicionais. Relação com o regime de operação espanhol O Real Decreto 2060/2008, de 12 de dezembro, que aprova o Regulamento de Equipamentos sob Pressão, estabelece que o utilizador de caldeiras de vapor ou de água quente está obrigado a manter a água dentro das especificações das normas UNE-EN 12953-10 (caldeiras pirotubulares) ou UNE-EN 12952-12 (caldeiras aquotubulares). Trata-se, portanto, de uma obrigação legal do operador da instalação. 2. Objetivo técnico da norma: os mecanismos de dano a prevenir Incrustações e depósitos A precipitação de sais de cálcio, magnésio e silicatos sobre as superfícies de transferência de calor gera camadas de baixa condutividade térmica. Um depósito de apenas 1 mm pode aumentar o consumo de combustível em cerca de 5–8 % e elevar localmente a temperatura da parede metálica a valores que comprometem a sua integridade. Corrosão O oxigénio dissolvido e o dióxido de carbono livre são os principais agentes corrosivos. A corrosão por oxigénio gera picadas localizadas (pitting) que podem progredir até perfurar a parede do tubo. Um pH inadequado favorece diversas formas de ataque químico sobre o aço ao carbono. Espumação e arrastamentos A presença de sólidos dissolvidos totais (TDS) em concentração elevada, ou de determinadas substâncias orgânicas, pode provocar formação de espuma na superfície do nível de água. Este fenómeno implica o arrastamento de gotas de água de caldeira com o vapor (priming), contaminando o vapor com sais. Lamas e obstruções As impurezas em suspensão e os precipitados não eliminados por purga podem acumular-se formando lamas nas zonas de baixa velocidade da água, dificultando a circulação e a transferência de calor, e favorecendo a corrosão sob o depósito. 3. Distinção fundamental: água de alimentação e água de caldeira A norma distingue com precisão dois tipos de água com requisitos diferentes e controlados de forma independente. A água de alimentação (feedwater) é a água que entra na caldeira para repor o volume evaporado. É habitualmente uma mistura composta pelo condensado recuperado e pela água de reposição (make-up water), submetida aos pré-tratamentos externos necessários. A água de caldeira (boiler water) é a água que se encontra no interior do corpo da caldeira durante a operação. Sendo a água de alimentação uma fonte contínua de impurezas, a água de caldeira sofre uma concentração progressiva dessas substâncias. Os seus parâmetros admissíveis são geridos através das purgas do sistema. 4. Parâmetros de qualidade: descrição técnica pHa 25 °C Determina o carácter ácido ou alcalino da água. Um pH moderadamente alcalino na água de alimentação inibe a corrosão por oxigénio; na água de caldeira, a alcalinidade é necessária para manter a passivação do aço. Dureza totalCa + Mg, mmol/l Exprime a concentração de iões cálcio e magnésio, principais formadores de incrustações calcárias. A norma exige níveis extremamente baixos na água de alimentação, que na prática requerem tratamento de amaciamento ou desmineralização. Oxigénio dissolvidoO₂, mg/l Agente corrosivo primário. Deve ser eliminado combinando desgaseificação térmica com dosagem de sequestrantes de oxigénio. A norma distingue os limites em função da pressão de projeto da caldeira. Condutividade diretaµS/cm a 25 °C Indicador indireto da concentração total de sais dissolvidos (TDS). A norma classifica o regime de operação em função de a condutividade direta da água de alimentação ser superior ou inferior a 30 µS/cm. Condutividade ácidaµS/cm, após cationizador Determinada passando a amostra por um permutador catiónico fortemente ácido. Particularmente sensível à presença de CO₂, cloretos e sulfatos, fornecendo uma medição mais fiável dos aniões agressivos. Ferro totalFe, mg/l Provém principalmente da corrosão de tubagens de … Ler mais

Serpentina para o controle de temperatura em depósito de vinho

CONTROLE DE TEMPERATURA DEPÓSITO DE VINHO OTIMIZAÇÃO DO CONTROLE DE TEMPERATURA EM DEPÓSITOS DE CULTIVO Um dos maiores produtores de vinhos espumantes implementou um sistema de controle de temperatura para 23 depósitos de cultivo com uma capacidade total de 142.000 litros, com o objetivo de garantir uma fermentação ótima e manter a qualidade do produto final. Este projeto concentrou-se nos processos realizados nas chamadas granjas de leveduras, duas salas onde ocorre a fermentação durante cinco dias a uma temperatura estrita de 18 a 20 ºC. Composição e condições do processo  O fluido presente nos depósitos é composto por uma solução de vinho, de licor de tiragem (um xarope rico em açúcares) e leveduras. Esta combinação é essencial para a fermentação, pois as leveduras transformam os açúcares do licor em álcool e dióxido de carbono, produzindo a espuma característica do vinho espumante. Manter a temperatura do fluido dentro da faixa especificada é crucial para garantir uma fermentação controlada e de alta qualidade. Sistema de troca de calor com serpentinas internas Para obter este controle térmico, foram introduzidas serpentinas de troca de calor dentro dos depósitos. Estas serpentinas, feitas de aço inoxidável AISI 316 com eletropolimento, proporcionam excelente resistência à corrosão e garantem a máxima higiene, dois fatores essenciais na produção de vinhos espumantes. As serpentinas são certificadas pela norma MOCA (Materiais em Contato com Alimentos), garantindo que os materiais utilizados atendam aos requisitos de segurança alimentar. Design personalizado sem conexões CLAMP Todos os componentes do sistema foram projetados sob medida para se ajustarem perfeitamente às características dos depósitos e às necessidades do cliente. Um design que elimina a necessidade de conexões CLAMP foi escolhido, reduzindo o risco de vazamentos e simplificando a limpeza e a manutenção do sistema. Esta abordagem personalizada também maximizou a eficiência da troca de calor e otimizou o controle de temperatura durante todo o processo de fermentação. Benefícios das serpentinas de troca de calor A adoção deste sistema proporcionou várias vantagens operacionais: Estabilidade Térmica: Manter uma temperatura constante dentro da faixa estabelecida foi fundamental para garantir uma fermentação homogênea e de qualidade. Eficiência Energética: As serpentinas de aço inoxidável com eletropolimento oferecem condutividade térmica ideal, reduzindo o consumo de energia necessário para manter a temperatura adequada. Segurança Alimentar: A conformidade com as normas MOCA garante a qualidade e segurança do produto final. Redução de Manutenção: A ausência de conexões CLAMP simplifica a manutenção e minimiza os problemas técnicos potenciais. BOIXAC, SOLUÇÕES DE TROCA DE CALOR Este projeto é um excelente exemplo de inovação aplicada ao setor vinícola, onde o controle preciso das condições de fermentação faz uma diferença significativa na qualidade dos vinhos espumantes produzidos. A implementação de sistemas personalizados e materiais de alta qualidade garante não apenas a melhoria do processo produtivo, mas também maior eficiência e sustentabilidade em toda a cadeia de produção. Contate-nos Soluções de troca de calor para a indústria de alimentos e bebidas Bateria de água Bateria de água frequentemente utilizada para climatizar o ambiente de estufas e fazendas de criação, melhorando o bem-estar animal. Economizador Economizador de energia ou recuperador de calor que permite reaproveitar a energia excedente, por exemplo, das caldeiras de biomassa. Trocador aletado Trocador de calor com tubos aletados, um sistema de controle de temperatura que otimiza a durabilidade, mesmo em ambientes com certos fatores de sujeira.

Economizador para estufas

ECONOMIZADOR PARA ESTUFAS ESTUFAS E FAZENDAS Um economizador para estufas ou fazendas refere-se ao recuperador de calor destinado a melhorar a eficiência em um ambiente onde, entre outros, o desempenho das culturas é otimizado através do controle da temperatura, da umidade ambiente e do CO₂. Dentro da grande variedade de implementações, destacamos três blocos: 1. O primeiro bloco refere-se ao tratamento da água para o crescimento hidropônico de tomates, alfaces, pimentões, morangos, etc. O cultivo hidropônico permite um crescimento mais rápido e vigoroso das plantas graças ao acesso direto aos nutrientes. Esses nutrientes são dissolvidos em uma corrente de água que é distribuída às plantas por meio de canais. Para a correta absorção dos nutrientes, é importante manter a água dentro de certas faixas de temperatura, o que é conseguido graças aos nossos tubos aletados. Esse sistema de troca de calor pode utilizar aletas em espiral ou aletas contínuas seguindo a mesma direção dos tubos, mantendo uma temperatura homogênea e otimizando tanto o crescimento das plantas quanto sua qualidade. 2. O segundo bloco trata do tratamento do ar por meio de dutos superiores, onde a BOIXAC fornece os trocadores de calor aletados que climatizam o ar da estufa ou da fazenda de criação. Esses trocadores podem incluir múltiplos acessórios, como ventiladores, controles de umidade e temperatura. 3. O terceiro bloco refere-se à tecnologia que enriquece o ambiente e, assim, aumenta a atividade fotossintética. Isso é feito através do reaproveitamento da energia excedente dos gases de escape por meio dos recuperadores de calor ECO, AIRY ou GASY. Esses equipamentos de troca térmica são selecionados com base nos fluidos primários e secundários; além disso, os materiais também são escolhidos conforme as necessidades específicas de cada instalação. Soluções sob medida para a otimização energética de estufas e fazendas. Recuperadores de calor para estufas e fazendas Bateria de água Bateria de água frequentemente utilizada para climatizar o ambiente de estufas e fazendas de criação, melhorando o bem-estar animal. Economizador Economizador de energia ou recuperador de calor que permite reaproveitar a energia excedente, por exemplo, das caldeiras de biomassa. Trocador aletado Trocador de calor com tubos aletados, um sistema de controle de temperatura que otimiza a durabilidade, mesmo em ambientes com certos fatores de sujeira.

Economizador de energia

Economizador industrial: funcionamento, aplicações e critérios de seleção | BOIXAC Guia técnico › Recuperação de energia Economizador industrial: princípio de funcionamento, aplicações e critérios de seleção O economizador é o componente que transforma o calor residual dos gases de escape de uma caldeira numa redução mensurável do consumo de combustível. Este guia analisa o seu funcionamento, as tipologias construtivas, as principais aplicações industriais e os parâmetros técnicos que determinam a sua seleção. BOIXAC Tech SLGuia tècnica industrialLectura: ~9 min Table of contents 1. Definição e função do economizador industrial 2. Princípio de funcionamento numa caldeira industrial 2.1 Fluxo energético e posicionamento 2.2 Fluidos aquecidos: água, vapor e óleo térmico 3. Tipologias construtivas de economizadores 4. Benefícios energéticos e económicos quantificados 5. Principais aplicações industriais 6. Parâmetros de seleção e design Numa caldeira industrial, entre 10% e 20% da energia do combustível queimado perde-se em forma de calor sensível dos gases de escape lançados para a atmosfera. O economizador é o dispositivo que recupera esta energia e a transfere para a água de alimentação da caldeira, reduzindo o consumo de combustível sem modificar o processo principal. 1. Definição e função do economizador industrial Um economizador industrial é um permutador de calor do tipo gás-líquido instalado na saída dos gases de combustão de uma caldeira ou forno industrial. A sua função é transferir a entalpia residual destes gases ao fluido de alimentação da caldeira, pré-aquecendo-o antes de entrar no corpo da caldeira. O termo economizador deriva diretamente da sua função: economizar combustível. Ao pré-aquecer a água de alimentação, reduz-se a energia que a caldeira tem de fornecer para atingir a temperatura de vaporização ou de trabalho. 10–20%Energia perdida nos gases sem economizador3–8%Redução típica do consumo de combustível~1%Poupança por cada 6 °C de aumento na água de alimentação1–3 anosRetorno do investimento típico 2. Princípio de funcionamento numa caldeira industrial 2.1 Fluxo energético e posicionamento Numa caldeira industrial convencional, os gases apresentam temperaturas tipicamente compreendidas entre 200 °C e 450 °C à saída. O economizador instala-se precisamente neste ponto — à saída dos gases da caldeira e antes da chaminé — para extrair a entalpia residual e transferi-la à água de alimentação. Gás entrada200–450 °C→EconomizadorTroca térmica gás → líquido→Gás saída120–200 °C↕Água entrada40–80 °C→Água pré-aquecida130–220 °C para a caldeira Limite inferior: temperatura de orvalho ácido A temperatura dos gases à saída do economizador não pode ser reduzida indefinidamente. Em combustíveis com enxofre, a temperatura mínima é determinada pela temperatura de orvalho ácido (tipicamente 120–150 °C), abaixo da qual o ácido sulfuroso condensado ataca as superfícies metálicas do economizador. Para gás natural puro, este limite desce para aproximadamente 55–65 °C. 2.2 Fluidos aquecidos: água, vapor e óleo térmico Embora a função clássica do economizador seja o pré-aquecimento da água de alimentação, em ambientes industriais o calor recuperado pode ser transferido para outros fluidos de processo: Água de alimentação de caldeiraAplicação clássica. A água é pré-aquecida desde os 40–80 °C do desaerador até aos 130–220 °C, reduzindo a energia que a caldeira tem de fornecer para gerar vapor.Água sobreaquecida a alta pressãoEm circuitos de alta temperatura para processos de aquecimento industrial, o economizador pré-aquece a água de retorno do circuito a alta pressão.Óleo térmicoEm caldeiras de fluido térmico (Therminol, Dowtherm, Marlotherm), o economizador pré-aquece o óleo de retorno do circuito, reduzindo o consumo entre 5% e 12%.Ar de combustão (APH)Em configuração de pré-aquecedor de ar, os gases de escape aquecem o ar de combustão antes do queimador, melhorando a eficiência da combustão e reduzindo as emissões de NOₓ. Economizador industrial para caldeira de vapor. Permutador de calor gás-líquido de tubos e alhetas helicoidais, concebido para operar em fumos de combustão com temperaturas de entrada de 250–420 °C. 3. Tipologias construtivas de economizadores A construção interna do economizador determina o seu comportamento face aos gases de combustão e a sua adequação a cada aplicação. Tipologia principalTubos e alhetas helicoidais Cada tubo tem uma alheta de chapa enrolada em hélice. A geometria helicoidal proporciona maior robustez mecânica e resistência às vibrações induzidas pelas pulsações dos gases de combustão. O passo entre as espiras pode ser ajustado para se adaptar a gases com partículas (cinzas volantes, fuligem). Aplicação preferencial: caldeiras a gás natural, gasóleo, fuel-oil, biomassa e resíduos industriais. Ambientes com gases com partículas em suspensão. Alternativa compactaTubos e alhetas contínuas Chapas planas perfuradas pelas quais os tubos passam perpendicularmente. Permitem uma maior densidade de superfície por unidade de volume, resultando num equipamento mais compacto. Requerem gases sem teor significativo de partículas para evitar a obstrução dos espaços entre alhetas. Aplicação preferencial: caldeiras a gás natural em ambientes limpos ou com filtração prévia dos gases. Instalações onde as restrições dimensionais são críticas. Permutadores gás-líquido BOIXACRecuperadores de calor e economizadores concebidos e fabricados à medida para caldeiras industriais, fornos e processos de combustão. Ver recuperadores de calor → 4. Benefícios energéticos e económicos quantificados A instalação de um economizador bem dimensionado numa caldeira industrial produz melhorias mensuráveis e verificáveis no desempenho global da instalação. ⚡Redução do consumo de combustível A regra prática padrão da indústria estabelece que por cada 6 °C de aumento na temperatura da água de alimentação, o consumo de combustível da caldeira reduz-se aproximadamente 1%. Um economizador que aumente a temperatura em 60 °C pode representar uma poupança de 8–10% do custo de combustível. 🌿Redução das emissões de CO₂ Menor consumo de combustível implica diretamente menos emissões de CO₂ por unidade de energia útil produzida. Em instalações sujeitas ao mercado de licenças de emissão (EU ETS), o economizador é uma das intervenções com melhor relação investimento/tonelada de CO₂ poupada. 🔩Redução do stress térmico da caldeira A água de alimentação pré-aquecida reduz o choque térmico à entrada da caldeira, diminuindo os gradientes de temperatura sobre a chapa e os tubos. Contribui para prolongar a vida útil da caldeira e para reduzir a frequência de intervenções de manutenção preventiva. 💶ROI típico de 1 a 3 anos Em instalações de caldeira industrial com funcionamento contínuo (>4.000 h/ano), o retorno do investimento atinge-se habitualmente entre 12 e 36 meses, dependendo do … Ler mais

Selecionar os materiais de um trocador de calor

Seleção de materiais para permutadores de calor: guia de compatibilidade química | BOIXAC Guia técnico › Seleção de materiais Seleção de materiais para permutadores de calor: compatibilidade química por aplicação industrial Guia de referência técnica para orientar a seleção do material de um permutador de calor em função do fluido de processo, do setor industrial e das condições de operação. Do aço inoxidável AISI 304/316 ao Hastelloy, titânio e cuproníquel. BOIXAC Tech SL Atualizado: 2026 Leitura: ~8 min Nota sobre o âmbito deste guia A informação desta página tem carácter orientativo e divulgativo. A compatibilidade química dos materiais depende de múltiplas variáveis — temperatura, pressão, concentração, presença de contaminantes, ciclagem térmica — que não podem ser recolhidas de forma exaustiva numa tabela de referência geral. Os dados apresentados foram elaborados a partir da literatura técnica especializada e da experiência prática da BOIXAC, mas não constituem em caso algum uma especificação de engenharia para uma aplicação concreta. A validação final da seleção do material deve ser sempre realizada por um especialista qualificado. A BOIXAC não assume qualquer responsabilidade por decisões tomadas exclusivamente com base neste guia. A seleção do material é a decisão técnica com maior impacto no ciclo de vida de um permutador de calor. Um material inadequado pode provocar corrosão acelerada, contaminação do processo ou avarias prematuras; um material sobredimensionado aumenta desnecessariamente o custo. Este guia oferece um ponto de partida estruturado para equipas de engenharia, compras e direção técnica. 1. Os materiais padrão: âmbito de aplicação e características-chave Os permutadores de calor industriais são habitualmente fabricados num espectro de materiais que cobre a maioria das aplicações de processo. Cada um apresenta um perfil de resistência química, mecânica e térmica distinto. Cobre Cu Excelente condutividade térmica. Adequado para fluidos não oxidantes, óleos e gases. Sensível ao amoníaco e ácidos oxidantes. Alumínio Al Leve e bom condutor. Usado em AVAC, automóvel e alimentação. Limitado em meios alcalinos fortes e cloretos. Aço CS Robusto e económico para aplicações gerais de vapor, gases quentes e óleos não agressivos. Inox 304 AISI 304 Versátil em alimentação, bebidas e química ligeira. Menor resistência a cloretos do que o 316. Inox 316 AISI 316 Referência para meios químicos e marinhos. O Mo aumenta a resistência à corrosão por fissura e cloretos. Hastelloy C-276 / B-3 Resistência máxima em meios altamente corrosivos: ácidos oxidantes e redutores, meios mistos. Titânio Ti Gr. 2 Excecional em água do mar, ácido nítrico, cloretos e meios oxidantes. Baixa densidade. CuproNíquel Cu-Ni 90/10 Referência para aplicações marinhas e dessalinização. Resistência notável ao biofouling. Materiais especiais para aplicações exigentes Para ambientes de máxima exigência — cloretos concentrados, meios fortemente oxidantes, temperaturas extremas ou requisitos de higiene farmacêutica — a BOIXAC fabrica permutadores em Hastelloy C-276 e B-3, titânio Gr. 2, cuproníquel 90/10, AISI 309 e AISI 310. Estes materiais oferecem soluções onde os aços inoxidáveis padrão não atingem o desempenho necessário. 2. Fatores determinantes da compatibilidade A resistência química de um material não é um valor fixo: é uma função de diversas variáveis que interagem simultaneamente no processo real. Qualquer extrapolação fora do intervalo de condições documentado requer validação específica. Temperatura: A corrosão acelera exponencialmente com a temperatura. Um material compatível a 20 °C pode ser inadequado a 80 °C para o mesmo fluido. Concentração do fluido: Ácidos e bases apresentam comportamentos não lineares. O aço inoxidável, por exemplo, resiste a concentrações elevadas de ácido nítrico mas não às intermédias. Presença de cloretos: A corrosão por picada e por fissura nos aços inoxidáveis é particularmente sensível à concentração de Cl⁻ e à temperatura. Velocidade do fluido: A corrosão erosiva e a cavitação dependem da velocidade. O cobre, por exemplo, tem limitações de velocidade em água do mar. pH e potencial redox: Determinam a zona de passivação ou de ataque ativo no diagrama de Pourbaix do material. Contaminantes e impurezas: Vestígios de compostos não previstos (sulfuretos, oxidantes, iões metálicos) podem alterar drasticamente o comportamento do material. 3. Tabela de compatibilidade por fluido e setor A tabela reúne os fluidos e compostos de processo mais comuns nas principais indústrias que utilizam permutadores de calor, indicando os materiais para os quais existe compatibilidade documentada em condições representativas. As células em branco indicam ausência de dados de compatibilidade em condições padrão, não necessariamente incompatibilidade. Leitura e limitações da tabela As marcas de compatibilidade (✓) indicam aptidão geral documentada na literatura técnica em condições moderadas de temperatura, pressão e concentração. Não garantem compatibilidade em todas as condições de processo. A validação definitiva requer a consulta da norma ASTM G31, bases de dados de corrosão especializadas e, em aplicações críticas, ensaios laboratoriais ou ensaios piloto. Consulte sempre a nossa equipa técnica antes de finalizar a especificação. Setor Aplicação típica Fluido / Composto Cobre Alumínio Aço AISI 304 AISI 316 Notas Alimentação Panificação, margarina, hotelaria Óleo de trigo ✓ ✓ ✓ ✓ Energia Maquinaria, motores Óleo lubrificante ✓ ✓ ✓ ✓ ✓ Bebidas Refrigerantes, perfumaria Acetato de amilo ✓ ✓ Têxtil Tinturaria, perfumaria Acetato de etilo ✓ ✓ ✓ ✓ Plástico / Farmacêutico Plástico, fibra, medicamento Acetona ✓ ✓ ✓ ✓ ✓ Plástico / Têxtil Fármaco, tintura, aditivos Ácido acético ✓ Conc. <20%. Validar Tª Química Fármaco, químico Ácido bromídrico ✓ ✓ Considerar Hastelloy Alim. / Bebidas Gaseificados, confeitaria Ácido cítrico ✓ ✓ ✓ Alimentação Substituto óleo de palma Ácido esteárico ✓ ✓ Têxtil / Papel Tintura, papel, couro Ácido fórmico ✓ ✓ Evitar Cu e Al Química Tratamento de águas Ácido fosfórico ✓ ✓ Depende conc. e Tª Agricultura Fertilizantes, metais Ácido nítrico ✓ ✓ Titânio para alta conc. Alim. / Bebidas Azeite, cacau Ácido oleico ✓ ✓ ✓ Química / Petroquímica Fertilizante, petróleo refinado Ácido sulfúrico ✓ Só alta conc. Hastelloy recomendado Bebidas Vitivinícola Ácido tânico ✓ Alim. / Bebidas Panificação, gelatina, sobremesas Ácido tartárico ✓ ✓ ✓ Naval Embarcações, plantas marinhas Água do mar CuproNíquel: opção de referência Têxtil Fertilizante, tintura, limpeza Amoníaco ✓ ✓ Evitar cobre e ligas de Cu Plástico / Têxtil Plástico, fármaco, tintura, perfume Anidrido acético ✓ Validar com estabilizadores Química Resina, herbicida, verniz Anilina ✓ … Ler mais